O que podemos aprender com o Uber

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6:09 da manhã de hoje (24/07) e os taxistas estão fechando vários pontos da cidade do Rio de Janeiro em manifestação contra os motoristas do Uber. Para quem não sabe, Uber é um aplicativo que une motoristas particulares do mundo todo que oferece o serviço de transporte alternativo aos táxis. Onde o app atua o duelo entre as classes se acirra e aqui no Rio não seria diferente.

Não querendo entrar na discussão se é válido, ilegal ou não, a questão é que todos podemos aprender muito com esse duelo. E quando eu digo todos, estou me referindo aos taxistas, aos motoristas do Uber, ao Estado e claro, todos nós.

Eu li há pouco um ótimo artigo do Pedro Doria no Jornal O Globo com o título “É preciso falar do Uber” em que eu destaco alguns fragmentos que precisamos analisar:

“Andar de táxi no Rio é uma aventura. Sempre foi. Jogo de dados. É possível dar sorte, pegar um motorista gentil e quieto, que dirija de forma segura. Com um pouco mais de sorte, o rádio não incomodará, o ar será ligado ao desejo do cliente. Mas essa não é a regra.”

Todos que já usamos táxis no Rio de Janeiro, sabemos que o Pedro não está exagerando em seu texto. A prestação de serviço é desleixada e pouco focada no usuário. Não há nenhuma, ou quase nenhuma consciência em prestar um bom serviço como diferencial e criar clientela cativa. Os poucos que fazem isso o seu telefone toca o dia todo com clientes ávidos por um corrida tranquila.

“Os veículos Uber, por praticamente o mesmo custo, são sedãs pretos com estofamento de couro. Alguns motoristas até exageram na gentileza: saltam para abrir a porta. A velocidade nunca é exagerada e, raridade para o Rio, cada lei de trânsito parece ser rigorosamente seguida.”

Aí entre um novo elemento que muda o ‘status quo’ do mercado que é aderida quase que imediatamente pela população a ponto dos desleixados taxistas conseguirem perceber a diminuição do fluxo de passageiros.

Outro artigo bacana, é o do Jonatas Abbott para o site Baguete intitulado “Sou contra o Uber! E contra os táxis!” que faz uma ótima reflexão sobre vários pontos positivos e negativos nas duas classes e como tudo isso precisar ser debatido e reavaliado.

A lição que fica.

Toda prestação de serviço precisa estar focada no consumidor e a concorrência é o principal alvo de análise do seu próprio negócio. Sentar confortavelmente no seu modelo de negócio e achar que “estou bem, obrigado” está com os dias contados para todos os seguimentos de atuação da sociedade. Como disse o Pedro no fim do seu texto “O digital veio mesmo para bagunçar a vida. Temos todos de nos adaptar.” e isso vale para a criação de sites, aplicativos, produtos ou prestação de serviços, como eu!

Abraços e até o próximo artigo!
😀

 

UPDATE #1:
O amigo Renatho Siqueira, fez um vídeo bem “intenso” também com uma reflexão sobre essa relação, sempre sob o ponto de vista do usuário. Vale assistir o vídeo e ler o artigo.

http://renatosiqueira.tumblr.com/post/124928019928/paralisacao-dos-taxistas-e-o-uber


UPDATE #2:
O mestre Carlos Nepomuceno, também fez um vídeo no formato ‘Hangout OnAir’ empolgadíssimo com o dia que ele chamou de “histórico do liberalismo 3.0”. Vale assistir!

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